9ª CREDE participa do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica

1 de dezembro de 2009 - 03:00

 

O Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica foi realizado, pela primeira vez, em Brasília, no período de 23 a 27 de novembro. O evento é um desdobramento dos Fóruns Social e Mundial de Educação. Cerca de 15 mil pessoas circularam pelos pavilhões e standes do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde ocorreram as atividades do encontro.

Na abertura do fórum, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva,  afirmou que a inserção do Brasil no cenário mundial tem como pré-requisito a formação do povo. “Nesse sentido, a educação profissional é estratégica”, ressaltou.  Segundo o presidente, mais importante do que o número de novas escolas criadas nos últimos sete anos, 96 até agora, é a mudança de paradigma que permitiu a melhoria da qualidade do ensino.

 

 

 

 

O Governador do Estado do Ceará, Cid Ferreira Gomes prestigiou o evento, participando da abertura e visitando standes. Também estiveram presentes, os representantes da Secretaria da Educação (SEDUC), o Secretário Executivo Idilvan Alencar e a Assessora Institucional Cristiane Holanda, bem como, os Coordenadores das CREDE, Profª Dóris Leão (9ª CREDE/Horizonte-CE), Prof. Pedro Henrique Sampaio Silveira (2ª CREDE/Itapipoca-CE), Prof. Maurício Pereira Nobre  (10ª CREDE/Russas-CE), as Diretoras da Escola Profissionais, Profª . Vitória Maria Cunha (EEEP José Maria Falcão/Pacajus-CE) e a Profª. Corina Bastos (EEEP Paulo VI/Fortaleza-CE);e demais membros da delegação formada por 51 pessoas.

 

 

O secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco, afirmou que o evento foi um dos mais relevantes do mundo na área da educação. “Além da organização impecável, o fórum mundial apresentou debates e palestras de alto nível e reuniu os mais renomados especialistas para discutir temas de interesse da educação profissional e tecnológica”, comentou o secretário, que elegeu a participação maciça de estudantes como o grande diferencial do encontro, destacando também  o potencial e empenho dos  Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia na organização do fórum.

Os debates foram conduzidos por renomados educadores, cientistas  no cenário nacional e internacional, como Filomena de Fátima Vieira Martins (Cabo verde), Leonardo Boff (Brasil), Miguel Nicolelis (Brasil), Paul Singer (Brasil), Bernard Charlot (França), Maria Victoria Angulo (Colômbia), Álvaro Marchesi (Espanha), Alessio Surian (Itália), Liliana Rodrigues (Portugal) e Changhong Yuan (China). Participaram ainda especialistas de Brasil, Argentina, Colômbia, Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Itália, França, Alemanha, Portugal, Cabo Verde, Angola, Benin e China.

Além do uso das tecnologias na educação, também foram abordados temas relacionados à questão ambiental e diversidade cultural, incluindo oficinas gastronômicas, “feira da economia solidária” –  com peças artesanais confeccionadas com material reciclado, vivências, seminários e apresentações artísticas e culturais.

 

 

 

 

 

Um dos momentos marcantes foi a declaração de anistia, juntamente com o pedido de perdão ao educador Paulo Freire, mediante a análise do requerimento feito em 2007, pela viúva Ana Maria Freire, à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, sob a ótica da perseguição política sofrida pelo educador à época da ditadura e pelos atos criminosos cometidos pelo Estado. “Esse pedido de perdão se estende a cada brasileiro que, ainda hoje, não sabe ler sua própria língua”, disse o relator do processo, Edson Pistori. Para ele, a perseguição a Paulo Freire pela ditadura se traduz no impedimento à alfabetização de milhares de cidadãos e, principalmente, à conscientização de cada um deles sobre a própria condição social.

 

 

 

 

Outro destaque foi a palestra do filósofo e teólogo Leonardo Boff, que falou sobre a questão da insustentabilidade do planeta, buscando sensibilizar os estudantes, pesquisadores, autoridades e toda a sociedade, alertando sobre as possíveis consequências.  “Do jeito que está não tem como ficar. Outro mundo não é possível, é necessário”, afirmou Boff.

 

 

 

 

 

Segundo a organização do evento, o fórum recebeu participantes de 16 países e caravanas com estudantes vindos de diferentes estados do Brasil. Ao todo, foram apresentadas 195 atividades culturais, 755 pôsteres com projetos de todo o país e realizadas 19 oficinas gastronômicas gratuitas e abertas ao público. Já a mostra estudantil de inovação tecnológica acumulou 34 trabalhos. Foram 164 atividades autogestionadas (propostas pelas entidades participantes) – entre painéis, mesas, oficinas e palestras.